segunda-feira, 1 de março de 2010

olá, eu gostaria de voltar pra casa/ mas eu não sei mais where home is

ENTÃO

eu quero morrer de dia eu quero morrer de noite de manhã eu também quero morrer ao pôr do sol não sou indiferente: morrer, sim, morrer determinadamente escolher por morrer também ao meio tarde eu quero morrer na fila do banco de diarréia eu quero morrer de fungos pelo corpo alucinógenos eu quero morrer

se continuar assim, precisando ficar cansada como preciso pra conseguir escrever vou morrer com 34 anos de velha

ou, aos 65, poderei dizer quando me entrevistarem: "passei 70% do tempo da minha vida absolutamente drogada". e poderão dizer como a poesia se aproximou novamente do rock and roll, my soul is empty, let me cry over your shadow


2 comentários:

Tata Marques disse...

por hora, eu cansei de querer morrer. Vou tentar é passar uns tempos querendo viver, só pra variar, né?
Achei bonita essa sua Alforria que ainda por cima também é Blues. Gostei desse nome. Sabe que "Tertúlia" é um coletivo erudito para amigos? Se um dia eu tivesse uma companhia limitada ou, sei lá, uma sociedade anônima, ia botar nome de Tertúlia. Imagina um selo fonográfico chamado Tertúlia, que lindo! Alforria Blues também servia.
Se eu fosse tão empreendedora quanto boba estava já feita de nomes. rs.
Bjos

júlia disse...

obrigada, tata. "alforria blues" will be my new book. mas gostava que fosse uma canção também. dá um selo fonográfico/editorial, também, sim. não sabia que Tertúlia é um coletivo erudito pra amigos. aqui em Portugal quase que não se usa a palavra "sarau". é muito mais tertúlia. demorei um tempo pra entender. me parece uma palavra azul.

 

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