quarta-feira, 20 de julho de 2011

quando eu olhei pra ele ele olhou pra mim e eu me declarei.
depois de dito tim tim por tim tim ele olhou pra mim e respirou e cavou um buraco.
"espera."
foi assim: buraco, buraco, buraco. entrou lá. me olhou duas ou três vezes e jogou a terra por cima.

às vezes ele sobe com uma mãozinha me acena com as ervas arrancadas desde a raiz e acaricia por entre os dedos os meus pés. dou um riso muito sério, de mulher da terra que sou, ele vê por dentro de mim a vermelhidão. 

a gente atravessa a rua e é para sempre.
 

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