sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

arrumando a mochila pra passar o fds na casa do gajo
que fica há 15 minutos daqui
mas atrás da colina, lá embaixo


me pergunto assim "será que eu levo o focault?"
abro a mala e verifico com os dedos como se alternasse entre fichas
já estão indo "o eliot, a clarice, o pound, outro eliot, o nietzsche"
"turminha".

"isto não é vida. isto se chama maratona da pós-graduação".
"você prometeu que não faria piadas de mestrandos"

-alô, julinha, tás fixe?
-tou.
-saudades tuas.
-ohnn. eu também.
-e como está o trabalho?
-vai bem. eu QUERO QUE ESTE EDIFÍCIO CAIA.
-que edíficio? o edifício da poesia?
("ele saca tudo")
-é. QUERO QUE TODOS OS POETAS EXPLODAM JUNTOS.
-mas assim vais também explodir?
-claro. o que eu MAIS QUERO É EXPLODIR.

3 comentários:

Tata Marques disse...

=)

wanessa queiroz disse...

você é de portugal? que legal. tenho um certo carinho pelo país ;}

júlia disse...

não, claro.
sou brasileira.
vivo em lisboa.

 

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