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terça-feira, 26 de junho de 2012

No hay poema en sí, sino en mí o en tí.

Don Octavio, el amor.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

o risco do que se guarda

Primo Levi conseguiu um edredon nos últimos dia no Lager. Tomou do quarto abandonado por um SS. Décadas mais tarde, a peça de calor ainda o acompanhava, de casa em casa, pra onde ele se mudava. Quantas vezes Primo sentiu a cor e o cheiro do seu cobertor, e lembrou? Nada que eu possa explicar com minha insuficiência confortável. Só consigo pelo redor do que fascina: são três coisas: suponho que ele esquecesse até o ponto de lembrar, como em uma revelação, eu queria poder ver por dentro a imagem da sua sensação, seu sopro, som e sabor, no momento de retorno pelo objeto àquela lembrança; se ele nunca deitou fora, eu gostava de sempre ter comigo o direcionamento de interpretação que Primo fazia ao lembrar o que o edredon recordava, afinal, ele não se exilou da vivência ou a pintou com o horror do inabordável, antes fez dela uma passagem e atravessou, como quem olha, como quem toca, tecido seu e de ninguém; por fim, me impressiona como o mesmo objeto possa cobrir seres tão diversos, aquecer suas idéias, sendo elas de bem e mal, sendo sempre o mesmo, só pelo tempo corroído.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

é ser o ter no lugar do haver

Clarice Lispector que era de uma brutalidade, de uma violência como só um pano de linho seria capaz,  de um tecido que alguém puxa com uma mão de cada lado até promover um BANG, sonoridade de um rompimento que não rompe, e você pode acarinhar o tecido intacto. Eu quero a revelação pouco a pouco. Isto aprendi com C.L.
 

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