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sexta-feira, 17 de junho de 2011

de abril, à máquina

o que é mais importante em um texto? o do que ele fala? ou o como? ou a sensação que ele nos propõe? será uma proposta ou uma causa? irreversível? - acho que há uma radicalidade diferente no artaud que não consigo aproximá-lo com clareza (ou força) do le clézio. embora possam os dois ser - - - a minha fala aproveita a noção de errância nela mesma, mas gostaria de lhes contar que isto não é o meu comum. tento estar mercurialmente organizada em setores, mas se a escrita da poesia já me mostrou que soltando-me ao labiríntico acabo justamente por este meio encontrar o estruturado, ao final desta errância se calhar teremos a impressão de um claro caminho. sobretudo uma estrada antes de colocarem nela os sinais. este modo de falar é um jeito de conseguir me desarmar ao ponto de que vocês me reconheçam nua. mas não estou nua, então lembrem-se que posso estar fingindo. mas é sério, isto aqui me desestabilizou. e diferentemente do que percebo que acontece, não é uma des-estabilização que o texto em si tenha me causado, mas parte da reflexão sobre ele. 

em primeiro lugar,

- sim, um texto linear e bonito, pra todos nós sentirmos prazer juntos - .

quinta-feira, 9 de junho de 2011

papai é contra o romantismo

e eu  agora não sei mais chorar
então escrevo.

sábado, 15 de maio de 2010

talvez os olhos marujos mais foscos



esquecer é sempre começar. entre os movimentos, o salto. você já reparou que ainda sou o novo (na sua vida)? força marítima.


ou querer escrever sobre algo. herberto helder. impressão de silêncio intransponível, casamento de si consigo, agitação de fundo, desnível e fábula.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

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de todas as pessoas que me compõe és somente mais uma.

apreendo a divagação do eterno. vim viver numa língua em que se diz "alma" sem muito delito. apresento-me para mim mesma em exílio. é do sufoco que renasço.

preciso sempre de algo incrível
(amor)
para sobreviver. estou sempre no movimento
de alga presa pelos dentes do coral, dançante.

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digo "sempre" porque confrontei a morte desses dias.

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queria ter um livro já escrito, para abrir-nos e entender.
mas também os livros nos decalcam pelo silêncio.
 

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